Piscina - a adaptação... da mãe!
Passou a semana toda inchada a dizer-me que já ia sozinha para a piscina e que sabia nadar, mas à medida que a data se aproximava, a coragem foi encolhendo. De tal maneira que, no próprio dia, foi o caminho todo a dizer que não ia para a piscina. Quando lá chegou, admitia que ia para dentro de água, mas não ia fazer nada do que o professor dissesse!
- Faz como entenderes!
Deixei-a com os outros miudos e o professor e subi ao primeiro piso, donde pude assistir à aula. O que eu não sabia, era que ia ter os meus QUARENTA MINUTOS de ansiedade do mês!!!!!!!
O professor vai fazendo jogos com eles, de forma a promover "a sobrevivencia" dentro de água. Atira-os ao ar, ajuda-os a apanhar argolas do fundo da piscina e eles acabam, mais ou menos instintivamente, por coordenar movimentos de forma a virem à tona de água. A Inês olhava repetidamente para mim, percebi que enfrentava os seus medos e queria mostrar que era capaz. Eu ia reforçando positivamente, com um largo sorriso ou com um gesto de incentivo. Mas o meu subconsciente estava em estado de choque. E só me apetecia gritar:
- Cuidaaaado! O quê? Queres que a miuda faça o quê??? Aiii ela não vai fazer isso. Fez? Boa filha! Estás bem? Mesmo? Ai..aii...aiiii ajuda-a lá, pá!!!
Para a próxima já sei, assistir à aula de natação da filha, só com o ansiolítico debaixo da língua!


3 Comments:
Que angustia, só em ler já fiquei com a lágrima no canto do olho.
Nenhuma mãe devia ser posta à prova deste jeito, deixarmos os filhotes com alguma autonomia significa muito aperto no peito. Ai isso é que significa.
Bjs
Tá boa, tá! Deve ter sido lindo!
LOL Nós é que sofremos.
Cristina
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