Carnaval
Tinha tentado a minha sorte com um fato de fada que levei para casa um destes dias. Ela é tão boa menina que não o recusou, mas o ar desolado fez-me devolvê-lo no dia seguinte e ganhar coragem para rumar a uma grande superfície comercial. E desesperar pelo tempo em que qualquer tecido estapafurdiamente brilhante fazia a alegria da miúda. Não a condeno, porque originalidade é coisa que não abunda em matéria de disfarces de carnaval. Prinçusas, bruxas, espanholas, vira-o-disco-e-toca-o-mesmo.
Ia eu começar na 2ª ronda das lojas quando ela olhou para um adereço e disse:
- Já sei, mãe! Levo aquela varinha mágica, ponho a saia das estrelas, vestes-me uma camisola branca e uns collants, ponho as asas e vou de anjo!
- Adjudicado!!!
Ela andou em casa o resto da semana entretida a escolher os adereço que compunham a fatiota. Hoje, carregadinha de brilhantes na cara e tranças no cabelo seguiu feliz para o desfile.


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